quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Fotos Setembro



Foto original em Ektachrome-analógica-digitalizada

















































David Drew Zingg Biografias 12


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
David Drew Zingg (Montclair, 14 de dezembro de 1923 — São Paulo, 28 de julho de 2000) foi um fotógrafo e jornalista norte-americano. Em 1964 passou a morar no Brasil, a principio no Rio de Janeiro e depois em São Paulo, tornando-se uma importante figura na vida cultural de ambas as cidades e para a Bossa Nova.

David Zingg nasceu em Montclair, New Jersey, em 14 de dezembro de 1923. Estudou na Universidade de Columbia, na cidade de Nova York, onde anos mais tarde deu aulas de Jornalismo. Trabalhou na redação da NBC e foi voluntário para a Força Aérea Americana na Segunda Guerra Mundial. Estabeleceu-se na Inglaterra e mais tarde, após abandonar os combates, tornou-se correspondente de guerra na França e Alemanha, para a Rádio do Serviço Militar.

Em Nova York, Zingg foi editor, escritor e repórter para as revistas Look e Life. Neste período tornou um fotógrafo-escritor free-lancer.

Morando em Nova York, Zingg viajou pelo mundo e contribuiu com textos e fotografias para uma longa lista de publicações, incluindo Look, Life, Esquire, Show, Town and Country, CG, Sports Illustrated, Vogue, Interview, El Paseante, Zoom, Modern Photography, Popular Photography, New York Times, London Sunday Telegraph e The Observer.

Acompanhou diversas celebridades como John Kennedy, Winston Churchill, Che Guevara, Marcel Duchamp, Lawrence Durrell, Louis Armstrong, Duke Ellington, Bobby Short e Ella Fitzgerald. Muitos deles se tornaram seus amigos.

Em 1959, Zingg desembarcou no Rio de Janeiro como um membro da equipe do veleiro Ondine na corrida oceânica Buenos Aires-Rio, na qual ele também fez a cobertura para Life e Sports Illustrated.

Encantado com o país, Zingg começou a viver uma versão free-lancer da ponte aérea de longa distância entre Nova York e o Brasil. A cobertura que ele fez sobre acontecimentos nacionais, incluindo a construção de Brasília, apareceu em várias publicações americanas e britânicas. Esteve presente na noite de abertura do Show de Bossa Nova apresentando Tom Jobim e Vinicius de Moraes no Clube Bon Gourmet no Rio, e contribuiu na organização do memorável Concerto de Bossa Nova no New York Carnegie Hall em 1962.

Em dezembro de 1964, Zingg foi para o Rio fazer um ensaio fotográfico para a revista Look. Devido as chuvas ficou morando durante três meses no Hotel Copacabana Palace e após este período passou a morar na casa do arquiteto carioca Sérgio Bernardes. Com o passar do tempo Zingg decidiu viver no Rio e começou a trabalhar para a revista Manchete, além de fotografar vários filmes do Cinema Novo. Num curto período de tempo, Roberto Civita convidou-o para tornar-se parte do time que estava produzindo uma revista mensal inovadora: Realidade. Em 1978 Zingg mudou-se do Rio de janeiro para São Paulo.

Durante o período brasileiro, Zingg fotografou para um amplo espectro de publicações brasileiras. Entre estas inclui-se Realidade, Manchete, Playboy, VIP, Veja, Claudia, Elle, Quatro Rodas, Status, IstoÉ, Fotoptica, Iris, Ícaro e Macmania. Também colaborou com os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Jornal do Brasil, O Globo, Zero Hora e Notícias Populares.

De 1987 a 2000 escreveu a Coluna “Tio Dave” para o jornal Folha de São Paulo.
David Drew Zingg morreu dia 28 de julho de 2000, em São Paulo, Brasil, de falência múltipla de órgãos após complicações resultantes de uma cirurgia na próstata.
Zingg foi casado com Elizabeth Foulk (1950) e divorciou-se em 1968. Juntos tiveram 3 filhos, Peter (1951), Christopher (1955) and Drew (1957).
Mac
    Zingg foi um famoso entusiasta dos computadores Macintosh. Em um comercial de TV para a revista Macmania, (agora Mac+), disse: ""o Mac é o meu amigo seu eu fosse gay ele seria meu namorado."
Ligações externas
Barbra Streisand fotografada por David Zingg.
Capa da revista Sports Illustrated com John Kennedy, foto de David Zingg
Curiosidade: Com o vocalista e fotógrafo David Drew Zingg, a banda ganhou o prêmio de melhor letra do Festival dos Festivais da TV Globo, em (1985), por "A Última Voz do Brasil". Em 1988, o Joelho de Porco lançou o LP "18 Anos Sem Sucesso", com repertório do pop americano pré-rock. 
Comentário David Zingg em Curitiba:  Em 1974 ele esteve em Curitiba, fotografando socialites em Studio improvisado na Galeria Acaiaca.Na época eu tinha voltado a pouco tempo de Paris e trazia no meu equipamento um filtro muito famoso e exclusivo na época o chamado “Cross-Screen”, que produzia um realce de brilho em todo que refletia nele.Este filtro era uma exclusividade de David Zingg e minha.E no estilo de David Zingg eu comecei a fotografar socialites com este “efeito exclusivo”.Só em 1977 apareceu no mercado o tal filtro.
Inaugurou-se ai, um novo estilo de fotografar entre os fotógrafos curitibanos.David Zingg deu o “start” e eu  a continuação. E a partir daí começaram uma nova safra de fotógrafos e fotografas, tudo graças ao “Tio Dave”...

















 Barbra Streisand 1962


Leila Diniz por David Drew Zingg

Tão intensa, inquieta e provocante quanto os tempos em que viveu, a atriz Leila Diniz (1945-1972) foi tema de capa da revista REALIDADE em abril de 1971. Com o título “Olhos de Leila, boca de Leila, perfil de Leila, a reportagem ocupou oito páginas internas da publicação – cinco delas traziam apenas fotos da musa. Ali estava Leila em toda sua grandeza. O fotógrafo que registrou a atriz foi o celébre David Drew Zingg (1923-2000). Zingg criou um clima descontraído, Leila aparece com olhares sensuais e misteriosos, esbanjando teatralidade e desenvoltura diante da lente.
Das 12 fotos deste post, a maioria foi publicada na revista.
Nascido nos Estados Unidos, David Drew Zingg foi um dos nomes mais importantes da fotografia brasileira nas décadas de 1960 e 1970. Tinha o olhar diferenciado e bastante moderno para a sua época. Extremamente hábil ao fotografar em cores, Zingg, hoje em dia, seria um fotógrafo com uma linguagem muito contemporânea. Vários de seus retratos de personalidades são clássicos da fotografia editoral brasileira, como por exemplo Pelé, João Gilberto e Vinicius de Morais.
Antes de chegar ao Brasil, Zingg tinha uma carreira consolidada nos Estados Unidos fotografando para a LIFE, Look, Sports Illustrated, Vogue, entre outras publicações. Em 1959, conheceu o Brasil e, em 1964, resolveu ficar. Além de  fotógrafo, era uma agitador cultural e escrevia. Entre os anos de 1987 e 2000, manteve a coluna “Tio Dave” no jornal Folha de S. Paulo.









































































 Outras fotos:



quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Minha relação com Blow-up


Assisti pela primeira ver o filme Blow-up em  1967,  como já tinha a fotografia como hobby, o filme era tudo de bom.
Lembro-me que na época consegui um cartaz do filme  e fotos de revista de Veruschka para colocar em meu quarto.
As maquinas que o fotografo do filme usava foram eleitas imediatamente como minhas preferidas, uma Nikon F e uma Hasselblad.
Em 1969 em Coimbra-Portugal eu tive o primeiro  contato com laboratório PB, após ver pela segunda vez o filme.
De férias em Paris no mesmo ano descobri o Institut Français de Photographie e ai decidi trocar o curso que estava fazendo em Coimbra, Medicina, por Fotografia em Paris e nos anos de 1971 e 1972 finalmente o “meu Blow-Up” se tornou algo real.
De volta a Curitiba, só em 1975 abri meu primeiro Studio:
BLOW-UP Fotógrafos Associados, que na realidade só tinha um fotografo, eu mesmo.
O Nome Blow–Up , não teve aceitação , porque as pessoas não sabiam o que significava,nem traduzindo do inglês para o Português, ao mesmo com firma registrada eu adotei o nome de fantasia RUY TAVARES Fotógrafo e foi o que ficou conhecido.

Michelangelo Antonioni Biografia editada para Blow-up





Michelangelo Antonioni Biografias 11
 editada para Blow-up
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Michelangelo Antonioni (Ferrara, 29 de setembro de 1912 — Roma, 30 de julho de 2007) foi um cineasta italiano.
Graduou-se em economia na Universidade de Bolonha. Chegando a Roma em 1940 estudou no Centro Sperimentale di Cinematografia na Cinecittà, onde conheceu alguns dos artistas com quem acabou cooperando nos anos futuros; entre eles Roberto Rossellini.
Carreira
O primeiro grande sucesso de Antonioni foi L'avventura (1960). que foi seguido por La notte (1961) e L'eclisse (1962), que compreendem uma trilogia sobre o tema da alienação. Seu primeiro filme colorido Il deserto rosso (1964), também explora temas modernistas da alienação, e junto com os três filmes anteriores, forma uma tetralogia. A atriz Monica Vitti apareceu nos quatro filmes da tetralogia, atuando em papéis de mulheres desconexas que lutam para se ajustar ao isolamento da modernidade. O seu primeiro filme em inglês, Blowup (1966), foi também um grande sucesso. Embora ele tenha enfrentado o difícil tema da impossibilidade da percepção objetiva das coisas, o filme teve boa recepção popular, parcialmente devido a sua sexualidade explícita pelos padrões da época, e também por causa da atriz Vanessa Redgrave. Zabriskie Point (1970), seu primeiro filme rodado nos Estados Unidos da América, teve menos sucesso, mesmo com a inclusão de uma trilha sonora composta de artistas populares como a banda Pink Floyd (que compôs músicas especialmente para o filme), Grateful Dead, e os Rolling Stones. The Passenger (1975), estrelado por Jack Nicholson, também não obteve sucesso.
Em 1985, um acidente vascular-cerebral deixou-o parcialmente paralítico e quase impossibilitado de falar. No entanto, ele não encerrou suas atividades e, ajudado por seu amigo Wim Wenders, realizou Além das Nuvens em 1995. Nesse mesmo ano, é premiado com um Oscar pelo conjunto da sua obra. Seu último filme Eros, de 2004, foi realizado juntamente com Wong Kar-Wai e Steven Soderbergh, quando Antonioni tinha 92 anos.
Antonioni vem a falecer em 30 de julho de 2007, aos 94 anos, no mesmo dia em que falece Ingmar Bergman
Referências
Em Blow-up descreve o mundo superficial de um fotógrafo de moda dos anos 60, que no final do filme se mostra indiferente quando chamado a denunciar um possível crime.

1966    Blowup           Blowup - Depois Daquele Beijo(BR)            História de um Fotógrafo(PT)
    Recebeu uma nomeação ao Óscar de Melhor Realizador, por "Blowup" (1966).
    Recebeu uma nomeação ao Óscar de Melhor Argumento Original, por "Blowup" (1966).
    Recebeu uma nomeação ao BAFTA de Melhor Filme Britânico, por "Blowup" (1966).
    Ganhou um Prémio especial em 1993 no European Film Awards, em reconhecimento à sua carreira no cinema.
    Ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, por "Blowup" (1966).
    Ganhou um Leão de Ouro honorário no Festival de Veneza, em 1983.
Blowup, 1966
Se o jornalista de tablóide cansado, Marcello, em Federico Fellini La Dolce Vita já encontrado o sucesso, ele invariavelmente levam a vida de Thomas (David Hemmings) em Blowup Michelangelo Antonioni. Na cultura hip de 1960 em Londres, Thomas é um famoso fotógrafo de moda cuja desilusão é refletida em sua expressão, manequim-como modelos. Suas orientações técnicas não têm significado - elas servem apenas como um meio para preencher o silêncio. Ele está constantemente cercado de pessoas - celebridades, groupies, conhecidos cena mod - mas é emocionalmente isoladas. Ele tece através dos partidos de drogas e sexo casual com o mesmo desprendimento pervasive mecânico que ele mostra em seu trabalho. Talvez, sua única fonte de verdadeira intimidade vem de suas reuniões breve com uma ex-namorada que tem desde que alguém se casou mais, e só pode oferecer palavras abreviadas e troca enigmático, olhares sabendo. Um dia, ele fotografa dois amantes encontro em um parque, a mulher vê-lo, e passa a persegui-lo. Não é possível recuperar o filme, ela se vira para olhar para seu amante, que desapareceu. Seu nome é Jane (Vanessa Redgrave), e ela logo descobre apartamento de David, tentando seduzi-lo, a fim de obter o negativo. Depois de desenvolver o filme, ele começa a suspeitar que ele já fotografou um assassinato. Ressuscitado paixão artística rapidamente quebra o tédio como ele reconstrói obsessivamente o incidente usando blowups fotográfica. Antonioni magistralmente insultos a audiência com o granulado, obscuras impressões a preto e branco, pendurados nas paredes, como testes de Rorschach. Existe alguma coisa nas fotografias para provar homicídio, ou é meramente topográfica aberração? Não há uma resposta definitiva. Ele retorna ao parque e, de fato, encontrou o corpo ... mas não há sinais evidentes de crime. Inevitavelmente, a causa da morte do homem é imaterial. Como muitos dos filmes de Antonioni, Blowup é uma parábola de orações respondidas: a idéia de que a distração de riqueza e fama não pode preencher o vazio da solidão, nem substituto para a paixão não correspondida de uma alma

Vários significados de Blow-up
"to blow up" - tradução em português
detonar {v.}               explodir {v.}
ampliar {v.}               inflar {v.}
explorar {v.}              causar explosão {v.}
entediar-se {v.refl.}   expandir {v.}
chatear-se {v.refl.}     inchar {v.}
destruir {v.}               estourar {v.}

Seguindo a trilha de Blow-up...


Antonio Guerreiro (1947)    Biografias-10
Antonio Guerreiro de Brito (Madri, Espanha 1947). Fotógrafo. É durante as décadas de 60 e 70 o protótipo do fotógrafo de moda no estilo definido pelo filme Blow Up, de Michelangelo Antonionni, colaborando com as principais revistas e agências de publicidade do país, fotografando e se casando com algumas das mulheres mais belas da época, como as atrizes Sônia Braga e Sandra Bréa. Consagra-se como retratista de personagens do mundo da arte, da cultura e da alta sociedade, e publica os livros: Sônia Braga Especial (1982), e BH 100 Portraits (1997). Recebe dois prêmios da Editora Abril, de melhor foto em cores do ano de 1981 e da melhor produção fotográfica de 1983; e é homenageado com uma retrospectiva de sua obra pelo Museu Nacional de Arte, no Rio de Janeiro, em 1996.

Antonio Guerreiro, Pequena Biografia
Antonio Guerreiro nasceu em Madrid, na Espanha. Filho de pais imigrantes portugueses, veio para o Brasil ainda criança. Saiu de Juiz de Fora, Minas Gerais, mudando-se para o Rio de Janeiro, ainda adolescente. Foi na cidade maravilhosa que começou a sua brilhante carreira. No início, depois de um estágio no “Jornal do Brasil“, como colunista, foi convidado pelo fotógrafo David Zingg para trabalhar na revista Setenta, iniciando-se como profissional, em 1967.
Em 1972 foi trabalhar como fotógrafo de moda da Editora Bloch, em Paris. Quando voltou ao país, tornou-se um dos maiores fotógrafos da década de setenta no Brasil. Fotografou com arte e beleza, as celebridades do país, principalmente as mulheres. Virou o fotógrafo preferido das mulheres, que diziam, sob a lente de Antonio Guerreiro, jamais ficavam feias. Trabalhou para a revista Homem, futura Playboy, e para a Status. Nos ensaios para estas revistas, as mais desejadas mulheres foram desnudadas por sua câmera.
Foi das lentes de Antonio Guerreiro que surgiram mais de 50 capas de discos de cantores brasileiros, entre eles, Gal Costa, Simone, Maysa, Alcione, Beth Carvalho, Gonzaguinha, Baby Consuelo, Elba Ramalho, Joanna, Marina, Jorge Benjor, Nelson Gonçalves.
Tido como um bon vivant, Antonio Guerreiro ficou famoso também, pelos romances que viveu com as mais belas mulheres do Brasil, como Sonia Braga, Sandra Bréa, Silvia Bandeira, Denise Dumond, entre tantas. Todas elas passaram por sua objetiva. Sobre as mulheres e a relação com elas e com a sua câmera, ele diz:
“Eu amei muitas das mulheres que fotografei, mas muitas também não foram amadas. E Isso não impediu que elas fossem bem fotografadas”.

Capas de Discos e Cartazes de Cinema de Antonio Guerreiro
As belezas agrestes, brasileiras, de Sonia Braga e Gal Costa, trespassam as luzes da objetiva. Vistas aos olhos de Antonio Guerreiro, o corpo toma formas mais sedutoras, a nudez é um todo da alma. Os cabelos longos das duas caem como um véu sobre a luz, que contrasta com a pele. As belezas da cantora e da atriz não sofrem as alterações dos Photoshops de hoje, contam com a maquiagem, a luz e o carisma das modelos.
A nudez estonteante de Sonia Braga mostra-nos a beleza fogosa dos seus seios, que derrubam qualquer ilusão de que a mulher nasceu para ter silicone no peito.
Também os seios e as pernas de Gal Costa nos faz caminhar por caminhos agrestes, de uma beleza selvagem, abrandada na sua voz doce de sereia.
O olhar de cada uma das modelos é um convite aos mistérios que as envolvem. Antonio Guerreiro manipula esses doces mistérios das musas, através das lentes de ludismo etéreo, ele extrai a beleza na sua forma mais perfeita, dando a certeza de que a mulher é infinita quando reveladas à luz das suas imagens.
Antonio Guerreiro fez além dos ensaios fotográficos, registros de várias capas míticas dos álbuns de Gal Costa, entre elas, a polêmica capa de “Índia”, de 1973, que trazia a cantora de seios nus, vestida de índia na contra-capa, e em close frontal vestida apenas de uma minúscula tanga. É de Antonio Guerreiro a famosa fotografia da cantora com rosas nos cabelos, do álbum “Gal Tropical”, de 1979, outra capa marcante da carreira da artista. A sofisticação de Gal Costa no auge dos seus 35 anos, é registrada com elegância pelo fotógrafo em “Aquarela do Brasil”, de 1980. Também são de Guerreiro as fotografias das capas dos álbuns: “Fantasia”, de 1981 e “Minha Voz”, de 1982.
A musa Sonia Braga foi fotografada por Antonio Guerreiro para a famosa revista masculina Status, para o calendário da Pirelli. Também foi ele quem fez os famosos cartazes dos filmes “A Dama do Lotação”, de 1978, de Neville de Almeida, e “Eu Te Amo”, de 1981, de Arnaldo Jabor, ambos estrelados pela atriz.


Blog: http://antonioguerreiro1.blogspot.com/


     























                   
















































David Bailey,O Fotografo de Blow-up na Vida Real





David Bailey  -   Biografias 9
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Nascimento     2 de janeiro de 1938
Londres,  Reino Unido
Ocupação        fotógrafo
Movimento estético    Swinging London

David Royston Bailey CBE (Londres,2 de janeiro de 1938) é um famoso fotógrafo britânico. Um dos ícones culturais da Swinging London, os efervescentes anos 60 na cidade de Londres, marcou sua carreira com trabalhos para algumas das maiores revistas do mundo, inovando no estilo das fotografias de moda, e pelos portraits feitos de celebridades.
Baseado nele, o cineasta italiano Michelangelo Antonioni criou o personagem principal de uma de suas obras-primas, o filme Blow-Up, vencedor do Grand Prix do Festival de Cinema de Cannes em 1967.
Biografia
Nascido no bairro de Leytonstone, na parte leste da grande Londres, a família de Bailey mudou-se para o subúrbio de East Ham quando ele tinha três anos, depois da casa em que viviam ser destruída durante um bombardeio na II Guerra Mundial.Foi lá que ele cresceu com a irmã mais nova, Thelma, junto com o pai, um alfaiate, e a mãe, Gladys, imaginando que Adolf Hitler tivesse morto oMickey Mouse e o Bambi.

Disléxico e com problemas de relacionamento social, teve muitos problemas na escola, chegando a ir apenas a 33 dias de aula em todo um ano escolar.Seu interesse por História, entretanto, o levou à fotografia. Bailey deixou a escola com quinze anos, indo trabalhar como mensageiro em jornal e outros pequenos empregos, até ser chamado para o serviço militar em 1956, onde serviu na RAF, emSingapura, em 1957. A apropriação de seu trompete o forçou a procurar outras saídas criativas e ele comprou uma câmera Rolleiflex.
Carreira
Em 1958, ele foi desmobilizado da Força Aérea e, determinado a seguir a carreira de fotógrafo, comprou uma câmera Canon; porém, impedido de cursar o London College of Printing, um anexo de ensino de artes do London Institute, por causa de seu baixo rendimento escolar, começou a trabalhar como assistente de fotógrafos da cidade, fazendo trabalhos menores e burocráticos nos estúdios. Em 1959, ele tornou-se assistente de um conhecido fotógrafo londrino, John French, passando a fazer trabalhos próprios e ganhando dinheiro também como free-lancer, e, em 1960, com apenas 22 anos, foi contratado pela revista Vogue britânica para fazer as fotos dos editoriais de moda da publicação, o que veio a transformá-lo numa celebridade internacional.

Junto com dois colegas londrinos, Terence Donovan e Brian Duffy, Bailey criou e capturou as imagens que ajudaram a criar o espírito da Swinging London dos anos 60, uma cultura de moda, artes e das celebridades chiques da época. Os três fotógrafos passaram a conviver com atores, músicos e com a nobreza britânica, vendo-se eles próprios serem elevados à categoria de celebridades pela imprensa, junto com as que fotografavam.

Entre muitas outras personalidades que Bailey fotografou nesta época ou mesmo lançou, estão The Beatles, Mick Jagger,Twiggy, The Rolling Stones, a supermodeloJean Shrimpton, lançada por ele e com quem teve um relacionamento de quatro anos, Marianne Faithfull, Brian Jones, Lord Snowdon e Catherine Deneuve, com quem foi casado entre 1965 e 1972, imagens que se tornaram sinônimo de uma era, além de fotografar inúmeras capas e matérias de moda e comportamento para as maiores revistas do mundo.

Com um trabalho consistente, influente e reconhecido através das décadas, Bailey foi condecorado como Membro do Império Britânico em 2001 pela Rainha Elizabeth IIAmante dos trabalhos de Pablo Picasso, hoje, com mais de 70 anos e ainda trabalhando para as grandes revistas de moda, dirigindo comerciais e campanhas publicitárias para o cinema, ele é casado com a ex-modelo e atriz Catherine Dyer
Categorias: Fotógrafos da Inglaterra | Fotógrafos de moda | Naturais de Londres

 




































































































Curiosidade:Catherine Fabienne Dorléac & David Royston Bailey eram os nomes verdadeiros de Catherine Deneuve & David Bailey

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Blow-Up 1966


Blow-Up - História de um Fotógrafo (PT)   Blow-Up - Depois Daquele Beijo (BR)
 Reino Unido /  Itália
1966 •  cor •  111 min
Produção
Direção Michelangelo Antonioni
Elenco original David Hemmings
Vanessa Redgrave
Sarah Miles
Jane Birkin
Género drama / suspense

Blow-Up (pt: Blow-Up - História de um Fotógrafo / br: Blow-Up - Depois Daquele Beijo) é um filme ítalo-britânico de 1966. Foi o primeiro filme em língua inglesa do cineasta italiano Michelangelo Antonioni, e conta a história do envolvimento acidental de um fotógrafo com um crime de morte, baseado num pequeno conto de Julio Cortázar, Las Babas del Diablo, publicado em 1959, e na vida do famoso fotógrafo da época da Swinging London, o britânico David Bailey.

Blow-Up, que conquistou o Grand Prix do Festival de Cinema de Cannes[2], foi escrito por Antonioni e Tonino Guerra e traz no elenco David Hemmings, Vanessa Redgrave, Sarah Miles, Jane Birkin - nas primeiras cenas de nu frontal em filme britânico dirigido ao grande público[3] - e a modelo Veruschka, que interpreta a si própria e tem uma cena então considerada como o "mais sexy momento cinematográfico da história", pela revista especializada Premiere.
 O filme foi produzido por Carlo Ponti e em sua trilha sonora traz o jazz de Herbie Hancock e o rock dos Yardbirds.
 Sinopse
O filme gira em torno de um fotógrafo de moda londrino chamado Thomas (Hemmings), que numa manhã, após passar a noite fazendo fotografias para um livro de arte numa casa de cômodos, volta para o estúdio atrasado para uma sessão de fotos com a supermodelo Veruschka (em seu próprio papel), passa por um parque da cidade e fotografa um casal brigando. A mulher das fotos, Jane (Redgrave), furiosa de ser fotografada, o segue até seu estúdio e exige os negativos de Thomas, que lhe devolve um filme virgem. Curioso com a atitude, ao fazer seguidas ampliações (blowups) de suas fotos no local, apesar da grande granulação provocada nas imagens em preto e branco, descobre o que acredita ser um corpo e uma mão apontando uma arma entre os arbustos do parque.

Ao cair da noite, ele volta ao parque e descobre um corpo no meio da mata, mas sem a câmara, não pode fotografá-lo e assustado com o barulho de um galho sendo pisado, deixa o local e encontra seu estúdio revirado e suas fotos roubadas, à exceção de uma grande ampliação na câmara de revelação que mostra o corpo tombado nos arbustos. Ao retornar no dia seguinte ao parque, depois de frequentar a noite londrina, ele vê que o corpo desapareceu e acaba por não ter certeza do que realmente viu.

De volta ao estúdio, caminhando pelo parque, assiste numa quadra duas pessoas jogando tênis por mímica, sem bolas nem raquetes. Participando da cena, quando devolve a bola imaginária que lhe é lançada por um dos jogadores, ouve o som da bola tocando o chão.
Veruschka e Thomas (Hemmings) na cena considerada o "momento cinematográfico mais sexy da história".
Elenco principal
     David Hemmings .... Thomas
    Vanessa Redgrave .... Jane
    Sarah Miles .... Patricia
    Jane Birkin.... modelo loira
    Veruschka .... ela mesma
 Aparições notáveis
Alguns artistas já conhecidos em 1966 aparecem no filme, outros se tornariam celebridades depois dele. The Yardbirds, a primeira banda conhecida de Jimmy Page e Jeff Beck, faz uma apresentação num clube londrino e Antonioni pediu a Beck que refizesse a cena de Pete Townshend, do The Who, destruindo suas guitarras e amplificadores no palco, ato pelo qual o cineasta era fascinado.[5] Veruschka, modelo já famosa na Europa, que intepreta a si mesmo, depois do filme se tornaria uma celebridade em todo mundo. Michael Palin, comediante britânico que aparece numa das festas, alguns anos depois ficaria internacionalmente famoso como um dos criadores do grupo Monty Phyton
Bilheteria e recepção
Blow-Up teve um custo de 1,8 milhão de dólares e um faturamento mundial de 20 milhões (cerca de 120 milhões hoje). Seu sucesso comercial ajudou a libertar Hollywood de sua "lascívia puritana

O filme causou muita controvérsia em sua época de lançamento principalmente pelas cenas de nudez e hedonismo. A Metro-Goldwyn-Mayer, distribuidora do filme nos Estados Unidos, não conseguiu a aprovação do filme para exibição no país, de acordo com os novos códigos morais estabelecidos na época pela MPAA (Motion Picture Association of America)[8] e o lançou através de uma distribuidora subsidiária, não ligada ao sistema de produção oficial e regido pelo novo código.

A crítica, entretanto, não poupou elogios ao filme, chamando-o de tão importante e geminal quanto Cidadão Kane, Roma, Cidade Aberta e Hiroshima, Meu Amor, e talvez mais. A revista TIME chamou-o de "vibrante, tenso e excitante e uma brusca mudança criativa na carreira de Antonioni" prevendo que ele seria "o mais popular de todos os filmes" já feitos pelo cineasta. [9] Bosley Crowther, do New York Times , fez uma resenha chamando-o de "fascinante, um filme que tem algo real para dizer sobre a questão de envolvimento pessoal e do compromisso emocional, meio-viciado num mundo tão cheio de estímulos sintéticos que os sentimentos naturais são esmagados".

Até o grande cineasta sueco Ingmar Bergman, que normalmente não era entusiasta da carreira de Antonioni - por ironia, os dois viriam a morrer exatamente no mesmo dia reconheceu sua importância: "Ele fez duas obras-primas, o resto não importa: A Noite, principalmente pelo trabalho da jovem Jeanne Moreau e Blow-Up, que vi diversas vezes."
Influências
O filme Um Tiro na Noite, de Brian De Palma, de 1981, é influenciado pela trama de Blow-Up. No filme entretanto, o recurso usado é o sonoro, quando pistas de um assassinato são dadas por sons num gravador. Francis Ford Coppola, que também usou o recurso do som como suspense em seu A Conversação, de 1974, também admite no DVD de seu filme, que foi inspirado por Blow-Up para escrever a trama do longa-metragem. O filme Austin Powers - Um Agente Nada Discreto, de Mike Myers, faz uma paródia-homenagem às cenas da sessão de fotos de Thomas com Veruschka.
Prêmios e nomeações
Além do Grand Prix em Cannes, o filme foi indicado ao Oscar nas categorias de melhor diretor e melhor roteiro, ao Globo de Ouro como melhor filme estrangeiro e ao BAFTA como melhor filme britânico, melhor direção de arte e melhor fotografia.
Veruschka
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Data de nascimento    14 de maio de 1939 (72 anos)
Local de nascimento Königsberg, Prússia Oriental
hoje Kaliningrad, Rússia
Nacionalidade Alemanha alemã
Altura 1,90
Cor do cabelo             loiros
Cor dos olhos             azuis acinzentados
Principais trabalhos    Vogue, Elle, Stern, Harper's Bazaar, LIFE, Gucci.

Vera Gräfin von Lehndorff-Steinort (nome artístico: Veruschka ou Veruschka von Lehndorff) (Königsberg, 14 de maio de 1939) é uma ex-modelo, manequim, atriz e artista alemã, famosa nos anos 60 quando era uma das principais supermodelos do mundo da moda. Seu pai, Heinrich Graf von Lehndorff-Steinort, fez parte da resistência militar à Adolf Hitler nos últimos anos da II Guerra Mundial e foi executado após o atentado contra a vida do Führer, em julho de 1944.

Biografia
Veruschka nasceu na então Prússia Oriental, região da Alemanha ao longo do Mar Báltico, e por algum tempo desfrutou de uma vida de riqueza, vivendo numa grande casa dentro de uma enorme propriedade pertencente à sua família por séculos. Sua mãe foi a condessa Gottliebe von Kalnein e seu pai um conde e oficial da reserva do exército, que tornou-se um dos membros chave da resistência militar alemã a Hitler ao final da guerra, após assistir à execução de judeus russos por tropas da SS na União Soviética ocupada. Quando ela tinha cinco anos, seu pai foi executado depois do fracassado complô contra a vida de Hiltler, em 20 de julho de 1944.[1] Após sua morte, a família foi enviada para um campo de trabalhos forçados até o fim da II Guerra Mundial. Ao fim da guerra, sua família não tinha onde morar, mudando-se constantemente, e na adolescência ela estudou em 13 escolas diferentes.
Carreira
Veruschka em Blow-Up, com David Hemmings, filme que a tornaria uma celebridade mundial.
Veruschka estudou artes em Hamburgo e depois mudou-se para Florença para estudar design em tecidos, quando, aos 20 anos, foi descoberta por um fotógrafo, apresentada a Eileen Ford, dona da Ford Models, e tornou-se modelo profissional. Loira, magérrima, de traços fortes e com nada menos que 1,90 m de altura e calçando 43, seu tipo exótico fez grande sucesso na moda durante os anos 60 e 70, quando tornou-se uma das maiores modelos do mundo, desfilando para os grandes estilistas, fotografando para a capa das maiores publicações do ramo como Vogue, Harper's Bazaar e sendo reportagem de capa por duas vezes da revista LIFE, uma das maiores revistas semanais de atualidades da época. Uma das modelos e celebridades mais relacionadas ao período da Swinging London, junto com Twiggy e Jean Shrimpton, uma era em que Londres exportava moda, cultura, artes e estilo de vida para o mundo, sua popularidade internacional aumentou ainda mais ao aparecer por breves minutos como ela mesma no consagrado filme Blow-Up, de Michelangelo Antonioni, que fazia um retrato clássico dessa época hedonista.

Veruschka trabalhou com Andy Warhol e Salvador Dali e em seu auge ganhava US$10 mil por dia. Em 1975, entretanto, afastou-se do mundo da moda, e nas décadas seguintes trabalhou esporadicamente como atriz em alguns filmes, fazendo apenas algumas aparições como manequim, como em 1995, aos 56 anos, quando desfilou a coleção outono/inverno do estilista Thierry Mugler. Hoje vive no Brooklyn, em Nova York, onde organiza eventos de arte.
Filmografia

    Blow-Up (1966)
    Veruschka: Poetry of a Woman (1971)
    Salomé (1972)
    Cattivi pensieri (1976)
    Couleur chair (1978)
    Milo-Milo (1979)
    Bizarre Styles (1981)
    Dorian Gray im Spiegel der Boulevardpresse (1984)
    Vom Zusehen beim Sterben (1985)
    A Prometida (1985)
    Orchestre rouge, L (1989)
    Veruschka - Die Inszenierung (m)eines Körpers (2005)
    Cassino Royale (2006)

Comentário : Veruschka  foi a Giselle Bündchen de sua época.